O tribunal do Jogo do Ano está aberto, e os réus são de peso.
Três candidatos, três argumentos diferentes
O interessante desta disputa não é quem ganha, é o quanto os três concorrentes defendem ideias incompatíveis sobre o que um jogo deveria ser. Não dá para premiar os três pelo mesmo critério.
| Réu | A tese | O risco |
|---|---|---|
| Hollow Knight: Silksong | Refinar até a exaustão uma fórmula já consagrada | Ser julgado pelo tamanho da espera, e não pelo jogo |
| Clair Obscur: Expedition 33 | Ambição artística e narrativa acima do gênero | Encantar a crítica e dividir quem só quer jogar |
| Blue Prince | Um conceito original que se sustenta sozinho | Ser pequeno demais para o holofote de fim de ano |
A minha inclinação, declarada
Meu martelo já bateu por Expedition 33. Aquilo ali é obra-prima: um jogo que usa as próprias mecânicas para discutir mortalidade, sacrifício e legado, em vez de tratar o tema como pano de fundo.
Mas declarar o voto não encerra o julgamento — só deixa o viés na mesa, que é o mínimo que se deve fazer numa discussão dessas.
O que você está premiando?
A decisão final é da comunidade — e a defesa importa mais que o voto. Qual é o seu campeão, e por qual critério?





